
Enquanto vivi,
eu amei. Em todos os segundos de minha vida, senti algo, e por isso sofri. Nada mais leal do que odiar, ou amar a
alguém.Sinto mesmo que o lado mais mascarado do ser seja aquele que desafia a verdade com a
mentira da ignorância, a grosseira
violência de fingir que o outro não existiu, não o beijou, não lhe amou. Ignorar é ser não sendo, viver não vivendo.
É ignorar os sentidos, renegar o ser vivo, não querer ser humano. Quem ignora, não vive,e assim sempre o será. Morto-vivo,morto viver, morto sendo, vegetal ou rocha, não importa. Ame, beije, sinta, odeie. Afinal, se pronunciar é necessário, e é humano.
Senti o coração bater quando encontrei um Flickr no ano passado. Atriz, poetisa, amante, mulher, gata e amiga. Susulita.
Silêncio flagelo, doce como pão de mel. Boca minha, dele também. Contornos que eu preencho. O Bem meu, o nosso por assim dizer. Os lábios que eu beijo, se deixam beijar. Que sinto saudade com a distância, que quero mais próximo. Os nossos desejos que cruzam nossos sonhos. Os sonhos que deleito em seus lábios e conto com os meus. (poema de SUSULITA)
Seu Blog,
USStrangers, é uma peça rara de composições visuais e poéticas. Sua foto, seu dom maior?Não sei definir, não sei ignorar. É imagem, texto, odor virtual, som. Musicando meus sentidos, é recomendação minha para quem curte ler blogs. Começei neste vício a pouco, e agora vejo: Não há volta, Susulita evaporou minha ignorância.
Não ignore! João Pessoa é pequena demais para comportar tamanho brilho, e me pergunto: Será que há cidade que a comporte? Suellen não se limita...ela
expande!