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domingo, 2 de agosto de 2009

De volta ao Rio, deixei meu mau humor no Nordeste

Desde a última postagem, muita coisa aconteceu. Minha conta tem 2 mil reais a menos, roubaram meu carregador de câmera e o laptop caiu no chão, estourando a tela LCD dele. Mas vendo a vida pelo ladopositivo, viajei por 10 dias ao Nordeste, curti lindas praias, lindas mulheres, muita cerveja, muito Bacardi Limão, Vodka Smirnoff, suco de acerola, cajá, graviola, roda de viola, e fiquei de Bozó com as pernas pro ar, sem fazer porra nenhuma exceto gastar dinheiro, tossir, ter febre e zoar.

Então vamos tentar resumir algumas coisas. Dia 17 embarquei num ônibus rumo ao Recife, Pernambuco. Durante dois dias, muita farra, cigarros (!!!), poeira branca (!!!) e álcool. Espetáculo! Ao chegarmos na UFPE, fizemos um baile funk na frente de todos. Bingo!

Isso já era dia 19, e armamos um grande churrasco no alojamento da educação física. Depois, festa! Dia 20 foi um dia mórbido, e não vou aqui ficar citando dia por dia. Nos próximos dias, fizemos festas, fomos a forró em recife, a boa viagem, olinda, joão pessoa, tambaú, ponta do seixas, porto de galinhas com suas praias incríveis e suas lojinhas.

As lojinhas são um capítulo a parte. Por mim, podia ir lá todo mês torrar meu dinheiro, fazendo compras fúteis (digo, culturais) diariamente, comprando camisas, bolsas, panos, miudezas e tudo mais.

Gente, eu cansei deste post. Tô escrevendo ele há 4 dias, acreditam? Fui, corto assim mesmo. Tchau!

quinta-feira, 16 de julho de 2009

Minha nada mole vida Parte 1 - Festinha em Santa Teresa no sábado

Desde sábado estou passando por uma nuvem de eventos que me persegue e consome a saúde: começo a ficar gripado. Festas, farras, churrasco, dinheiro gasto, bebês e mulheres, provas, viagens, colégios que aporrinham, entrevistas e toda a sorte de ocasiões tem construído uma semana estranhamente interessante. Começo o post com as notícias do final de semana.

Sábado a tarde fui ao Shopping comprar coisas importantíssimas como uma mochila caríssima, duas bermudas que não precisava e uma camisa nova do Flamengo. Tipo, 150 reais numa camisa de time feita de poliester é um preço inexplicável para os que não amam, mas simples de entender para quem sente ótimas sensações com seu time, no caso, Flamengo.

À noite do mesmo sábado fui convocado por minha amiga Anna Karol Ferro para ir a uma festa com ela em Santa Teresa, a noite. Cinco minutos depois, me liga Nuria Pucci, cantira argentina e mulher que faz minha pupila dilatar para ver melhor, e me chama pra sair. Decido chamá-la para a festa para a qual Karol me chamou. Ligando para as duas, acertei tudo. Meia noite e meia na Pizzaria Guanabara da Lapa.

A festa seria aniversário de um amigo de Karol, que, segundo ela, era argentino. Como Nuria é argentina, pensei q combinaria bem a conversa. Ele, músico, ela, cantora de blues, tango, gospel e jazz. Detalhe é que Nuria sempre anda com seu pequeno Jeshua, menino de colo de 10 meses, uma fofura que dá vontade de beijar a todo momento.

Cheguei à pizzaria e já estavam as duas conversando, e Jeshua dormindo. Após diversos chopps, percebemos um detalhe explícito: a pizzaria Guanabara possui o o pior atendimento da noite carioca. Se você pede para o garçom 1 te trazer um chopp, ele pede ao 2, que pede ao garçom 3 e...seu choppnão vem,pois simplesmente esqueceram de seu pedido. Isso foi repetido diversas vezes,e eu vi. NÃO SENTEM NA PIZZARIA GUANABARA! Lugar para fazer cena,mas ñser atendido.

Pegamos o táxi e fomos a Santa Teresa,onde seria a festa. Antes disso, entramos em dois taxis que se recusaram a ir até Santa Teresa, nos despejando 5 metros depois. Por que será? Alguma coisa que esqueceram de me contar, com certeza. Mas enfim, chegamos à festa.

A festa era uma deliciosa mistura de pessoas bem vestidas, felizes e divertidas. DJ com MPC na sala da casa, gente dando uma de barman na área externa, fotógrafo profissional (o dono da casa), a América Latina estava reunida, pois o aniversariante é peruano (ñ argentino), Nuria é argentina e outro rapaz na festa é colombiano. Enfim, sou brasileiro e não desisto, rs.

Estes Malabares luminosos foram demais! as fotos deles ficaram lindas, assim como as fotos de Jeshua e Nuria com os malabares.

Enfim, uma noite deliciosa que acabou pelas 6 e poucas da manhã,já no centro do rio de janeiro. Acabamos pegando um taxi e...cinquenta reais depois, estávamos Breno, Nuria + Jeshua e Karol em minha casa, após comprarmos pão na esquina.

quarta-feira, 8 de julho de 2009

O poder da Experiência e a experiência do Poder

Hoje estive em um evento de palestras com temáticas negras, no centro do Rio. Foi muito legal, cheguei atrasado, mas foi muito válido. A professora Dra. Elisa Larkin Nascimento e o unânime Dr.Abdias Nascimento estavam presentes, como vc pode ver na foto ao lado, eu no meio.

Celebridades que fazem arte e história enquanto humanos. O poder da experiência estava estampado em cada rosto mais ou menos enrugado naquele território de alto poder subversor da ordem discriminatória e segregatória. Ao final das palestras, uma multidão de cerca de 200 pessoas se infiltrava cadeiras adentro visando conseguir seus autógrafos dos autores dos livros organizados por Elisa. Concorrendo com os autógrafos, a massa queria chegar perto de Abdias, cumprimentá-lo, fotografá-lo.

Já conheci seu Abdias em sua casa, no Flamengo. Na época, devia ter 91 anos,hoje está com 93, com incrível consciência e resistência. O tempo passa, mas a lenda vive, e quanto mais vive, mais se torna lendário. No sentido positivo do termo. Não tinha pressa de tirar foto com ele. Eu desejava sua foto com sua esposa e eu.

O poder da experiência é entendido na frase de Elisa Larkin, me reapresentando a seu marido, Abdias: "Abdias, este aqui é o Breno, ele me chamou para a monografia dele e é um pesquisador dedicado às nossas questões." Olha isso! Esta grande intelectual norte-americana radicada no Brasil me reafirma em voz alta, neste evento grandioso. Saí embasbacado, revigorado, pois sua experiência demonstra o poder quando meelogia, me estimulando a continuar tentando pesquisar as temáticas negras.

A experiência do poder veio logo após, quando fomos, eu e meus amigos, ao Beco do Rato, que fica aolado da livraria onde ocorreu a mesa de palestrar. Puxei assunto com um fotógrafo negro que registrava o evento do IPEAFRO, sobre sua máquina digital SLR, acerca de suas características técnicas, pois viso comprar uma. Rapidamente, o rapaz perguntou o por quê de meu interesse, e afirmei: pretendo me tornar fotógrafo, em cerca de 3, 4 anos. Sem pressa, sem correria.

Enfim, quando eu explicava os motivos que tenho para querer aprender a fotografar, fui cortado com a seguinte frase: "Você sabe ouvir? Você não sabe ouvir, pois não me deixa falar!". Argumentei, pois era uma pergunta, e o indivíduo veio com a máxima, afirmando que se quero aprender, devo ouvir, e colocando que tem 20 anos de experiência em foto com temática negra, retirando qualquer validade de meu argumento que cada um tem o tempo que lhe cabe de experiência. Mas não adiantou. Minha experiência pesquisando, lendo e vivendo a minha pele de nada valia perante a transmutação do poder da experiência em experiência do poder. Lamentei e disse qua naquele momento estava muito estressado, e não teria como debater, após os insólitos argumentos, fetichizando a trnsferência de experiência. Para mim, a experiência é individual, e apreendida, não aprendida ou ensinada. Se um homem de 25 anos lhe procura, ele está se desarmando e pedindo ajuda. Oferecer espinhos, mais que tudo, é covardia.

Momentos como estes são infelizmente comuns em eventos de temática racial, onde qualquer pessoa que chegue horizontalizando o debate e quebrando hierarquias e puxasaquismos estabelecidos será rechaçada pelos falsos moralistas, ou aqueles que não estão seguros de si.

O principal modo de demonstrar sua insegurança é mostrar-se seguro de sua genialidade. Elisa Larkin me eninou mais uma vez, o exercício da humildade e de humanidade. Quebrar as árvores do conhecimento, estabelecer novas ligações.

Eu e meus amigos no evento do IPEAFRO. Me pergunto: "De que vale o céu azul e o Sol sempre a brilhar?" (Roberto Carlos)

Sem amigos....nada!








Até a próxima.
 
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