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sexta-feira, 14 de agosto de 2009

Mão na xereca, beijos e gargalhadas voltando para casa


Curto e grosso: perca a mulher, mas não perca seu estilo!

Te conto. Fui sair com uma menina e...papo vai,papo vem, fico com ela. Ok, beijo delicioso, a coisa deu uma esquentadinha mas...nada proibido pela lei e pela moral. Fui levá-la em casa e, noportão, mais beijos, beijos, e eu,como bom homem, peço que fique mais. Ela, não pode. Inicia-se um diálogo normal:

Ela: Breno, eu tenho que subir agora...
Eu: Poxa, tem que suir é? Que isso, fica mais um pouco...
Ela: Hum...mas eu tenho que subir...
Eu: É, tem q subir...
Ela: É...
Eu: Tem que fazer o que mesmo?
Ela: Que subir
Eu: Então SOBE COM A MÃO NA XERECA COM A MÃO NA XERECA COM A MÃO NA XERECA !

Em resumo, ela virou as costas e disse: Que babaca!

kkk,mas praquem não entendeu, a conheci numas festas nas quais todas as mulheres, inclusive ela, dançavam um funk chamado "mão na xereca". Elaagora não aceitou,mas nas festas dançava.

Hipocrisia. Pedi desculpas pela péssima interpretação dela.

Perdi a mulher, não perdi a piada! A história é séria!

domingo, 2 de agosto de 2009

De volta ao Rio, deixei meu mau humor no Nordeste

Desde a última postagem, muita coisa aconteceu. Minha conta tem 2 mil reais a menos, roubaram meu carregador de câmera e o laptop caiu no chão, estourando a tela LCD dele. Mas vendo a vida pelo ladopositivo, viajei por 10 dias ao Nordeste, curti lindas praias, lindas mulheres, muita cerveja, muito Bacardi Limão, Vodka Smirnoff, suco de acerola, cajá, graviola, roda de viola, e fiquei de Bozó com as pernas pro ar, sem fazer porra nenhuma exceto gastar dinheiro, tossir, ter febre e zoar.

Então vamos tentar resumir algumas coisas. Dia 17 embarquei num ônibus rumo ao Recife, Pernambuco. Durante dois dias, muita farra, cigarros (!!!), poeira branca (!!!) e álcool. Espetáculo! Ao chegarmos na UFPE, fizemos um baile funk na frente de todos. Bingo!

Isso já era dia 19, e armamos um grande churrasco no alojamento da educação física. Depois, festa! Dia 20 foi um dia mórbido, e não vou aqui ficar citando dia por dia. Nos próximos dias, fizemos festas, fomos a forró em recife, a boa viagem, olinda, joão pessoa, tambaú, ponta do seixas, porto de galinhas com suas praias incríveis e suas lojinhas.

As lojinhas são um capítulo a parte. Por mim, podia ir lá todo mês torrar meu dinheiro, fazendo compras fúteis (digo, culturais) diariamente, comprando camisas, bolsas, panos, miudezas e tudo mais.

Gente, eu cansei deste post. Tô escrevendo ele há 4 dias, acreditam? Fui, corto assim mesmo. Tchau!

sexta-feira, 10 de julho de 2009

Ser professor no Rio de Janeiro: Maldição ou passaporte pro céu?

O cotidiano do professor pode ser resumido a uma palavra: estressante. Se bem que esta palavra foi tão utilizada em tantos momentos nos últimos anos que se desgastou. Posso dizer que viver é muito estressante. Mas morrer não deve ser menos estressante. Eu imagino o inferno com um lugar no qual você tenha 5 refeições diárias maravilhosas, regadas a fanta laranja, no qual você tenha que passar a eternidade dando aulas de segunda a segunda, das 7 e meia da manã às 22 e 40 da noite, e que possua como clientela crianças e adolescentes entre 11 e 15 anos, escrevendo errado "coando" (quando), "ospitas" (hospitais) e outras pérolas do neologismo estudantil.

Só mesmo uma prisão com tratamento 5 estrelas e a obrigação de lecionar todos os dias ininterruptamente pode ser tão cruel quanto o inferno. A rede estadual do Rio de Janeiro se aproxima a isso. Minha aluna do ensino médio não sabe identificar o que seja um verbo numa oração. Pois é. Ensino médio, 19 anos, e não sabe o que é verbo.

E agora vim dar aula nesta turma, denominada "Projeto Autonomia", que se trata numa parceiro entre o Governo do Estado do Rio de Janeiro e a Fundação Roberto Marinho, no qual estudantes muito atrasados (nome certo é com "alta defasagem idade-série) fazem este supletivo dos infernos no qual um único professor (eu, por exemplo, sou professor de Geografia), leciona todas as disciplinas. De Física a Música, de Português a Química, de Artes a Religião. Exibo um vídeo, faço dinâmicas e avalio. Nem me perguntm se concordo com isso. Sou funcionário público e preciso de meu salário. Terminam o Ensino Médio em 1,5 ano. Absurdo? Outra hora conto o resto.

Sou chamado de professor com chip. E agora desligo meu chip, daria aula de PortUguês, porém não compareceu nenhum aluno. Vou desligar meu laptop, ir para minha casa, ligar o chip da cerveja e tomar uma gelada no bar! Até lá!

Confesso que nestes dias ando muito empolgado com a idéia de ir a Recife no 29º ENEPE - Encontro Nacional de Estudantes de Pedagogia, que será realizado entre 19 e 25 de Julho no Recife, Pernambuco. Ok, diriam que não sou pedagogo nem estudante universitário. Mas se sou professor de Geografia, devo manter o meu "tesão pedagógico" bem no alto, para que consiga encontrar razão para justificar o injustificável: o fato de ainda acreditar que lecionar podeser uma atividade saudável nos dias atuais.
 
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