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quinta-feira, 16 de julho de 2009

Minha nada mole vida Parte 1 - Festinha em Santa Teresa no sábado

Desde sábado estou passando por uma nuvem de eventos que me persegue e consome a saúde: começo a ficar gripado. Festas, farras, churrasco, dinheiro gasto, bebês e mulheres, provas, viagens, colégios que aporrinham, entrevistas e toda a sorte de ocasiões tem construído uma semana estranhamente interessante. Começo o post com as notícias do final de semana.

Sábado a tarde fui ao Shopping comprar coisas importantíssimas como uma mochila caríssima, duas bermudas que não precisava e uma camisa nova do Flamengo. Tipo, 150 reais numa camisa de time feita de poliester é um preço inexplicável para os que não amam, mas simples de entender para quem sente ótimas sensações com seu time, no caso, Flamengo.

À noite do mesmo sábado fui convocado por minha amiga Anna Karol Ferro para ir a uma festa com ela em Santa Teresa, a noite. Cinco minutos depois, me liga Nuria Pucci, cantira argentina e mulher que faz minha pupila dilatar para ver melhor, e me chama pra sair. Decido chamá-la para a festa para a qual Karol me chamou. Ligando para as duas, acertei tudo. Meia noite e meia na Pizzaria Guanabara da Lapa.

A festa seria aniversário de um amigo de Karol, que, segundo ela, era argentino. Como Nuria é argentina, pensei q combinaria bem a conversa. Ele, músico, ela, cantora de blues, tango, gospel e jazz. Detalhe é que Nuria sempre anda com seu pequeno Jeshua, menino de colo de 10 meses, uma fofura que dá vontade de beijar a todo momento.

Cheguei à pizzaria e já estavam as duas conversando, e Jeshua dormindo. Após diversos chopps, percebemos um detalhe explícito: a pizzaria Guanabara possui o o pior atendimento da noite carioca. Se você pede para o garçom 1 te trazer um chopp, ele pede ao 2, que pede ao garçom 3 e...seu choppnão vem,pois simplesmente esqueceram de seu pedido. Isso foi repetido diversas vezes,e eu vi. NÃO SENTEM NA PIZZARIA GUANABARA! Lugar para fazer cena,mas ñser atendido.

Pegamos o táxi e fomos a Santa Teresa,onde seria a festa. Antes disso, entramos em dois taxis que se recusaram a ir até Santa Teresa, nos despejando 5 metros depois. Por que será? Alguma coisa que esqueceram de me contar, com certeza. Mas enfim, chegamos à festa.

A festa era uma deliciosa mistura de pessoas bem vestidas, felizes e divertidas. DJ com MPC na sala da casa, gente dando uma de barman na área externa, fotógrafo profissional (o dono da casa), a América Latina estava reunida, pois o aniversariante é peruano (ñ argentino), Nuria é argentina e outro rapaz na festa é colombiano. Enfim, sou brasileiro e não desisto, rs.

Estes Malabares luminosos foram demais! as fotos deles ficaram lindas, assim como as fotos de Jeshua e Nuria com os malabares.

Enfim, uma noite deliciosa que acabou pelas 6 e poucas da manhã,já no centro do rio de janeiro. Acabamos pegando um taxi e...cinquenta reais depois, estávamos Breno, Nuria + Jeshua e Karol em minha casa, após comprarmos pão na esquina.

sexta-feira, 10 de julho de 2009

Ser professor no Rio de Janeiro: Maldição ou passaporte pro céu?

O cotidiano do professor pode ser resumido a uma palavra: estressante. Se bem que esta palavra foi tão utilizada em tantos momentos nos últimos anos que se desgastou. Posso dizer que viver é muito estressante. Mas morrer não deve ser menos estressante. Eu imagino o inferno com um lugar no qual você tenha 5 refeições diárias maravilhosas, regadas a fanta laranja, no qual você tenha que passar a eternidade dando aulas de segunda a segunda, das 7 e meia da manã às 22 e 40 da noite, e que possua como clientela crianças e adolescentes entre 11 e 15 anos, escrevendo errado "coando" (quando), "ospitas" (hospitais) e outras pérolas do neologismo estudantil.

Só mesmo uma prisão com tratamento 5 estrelas e a obrigação de lecionar todos os dias ininterruptamente pode ser tão cruel quanto o inferno. A rede estadual do Rio de Janeiro se aproxima a isso. Minha aluna do ensino médio não sabe identificar o que seja um verbo numa oração. Pois é. Ensino médio, 19 anos, e não sabe o que é verbo.

E agora vim dar aula nesta turma, denominada "Projeto Autonomia", que se trata numa parceiro entre o Governo do Estado do Rio de Janeiro e a Fundação Roberto Marinho, no qual estudantes muito atrasados (nome certo é com "alta defasagem idade-série) fazem este supletivo dos infernos no qual um único professor (eu, por exemplo, sou professor de Geografia), leciona todas as disciplinas. De Física a Música, de Português a Química, de Artes a Religião. Exibo um vídeo, faço dinâmicas e avalio. Nem me perguntm se concordo com isso. Sou funcionário público e preciso de meu salário. Terminam o Ensino Médio em 1,5 ano. Absurdo? Outra hora conto o resto.

Sou chamado de professor com chip. E agora desligo meu chip, daria aula de PortUguês, porém não compareceu nenhum aluno. Vou desligar meu laptop, ir para minha casa, ligar o chip da cerveja e tomar uma gelada no bar! Até lá!

Confesso que nestes dias ando muito empolgado com a idéia de ir a Recife no 29º ENEPE - Encontro Nacional de Estudantes de Pedagogia, que será realizado entre 19 e 25 de Julho no Recife, Pernambuco. Ok, diriam que não sou pedagogo nem estudante universitário. Mas se sou professor de Geografia, devo manter o meu "tesão pedagógico" bem no alto, para que consiga encontrar razão para justificar o injustificável: o fato de ainda acreditar que lecionar podeser uma atividade saudável nos dias atuais.
 
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